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Astrologia Terapêutica: como funciona

Astrologia Terapêutica: como funciona

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Tempo de Leitura: 8 minutos

A Astrologia, apesar de ser traduzido como “o estudo dos astros”, na verdade, fala muito mais sobre nós mesmos. Os astros são apenas um reflexo de nós, na Terra, refletido no céu. Por isso, a Astrologia se baseia em um modelo geocêntrico, na qual, a Terra é representado por nós mesmos, utilizando o céu como referência das nossas reações. 

É intrigante imaginar que os nossos antepassados tinham o conhecimento tão avançado mesmo sem tanta tecnologia como temos atualmente. Eles observavam a natureza e viam o reflexo da vida da Terra no céu, como um grande oráculo dos astros e, a partir daí, começaram a estudar mais e mais os astros.

Quando a ciência, a religião e a filosofia eram apenas uma só, a Astronomia (leis dos astros) e a Astrologia andavam juntas no mesmo caminho. Até hoje, graças aos avanços da Astronomia, também seguimos avançando com a Astrologia. E isso só mostra que, de acordo com nossos avanços, somos capazes de expandir nossa consciência, incluindo mais ferramentas (astros) ao longo da nossa jornada.

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Photo by Mikhail Nilov on Pexels.com

Dr. Percy Seymour foi um astrofísico e astrônomo britânico, nascido na África do Sul, que estudou as ondas magnéticas da Via Láctea, era Professor palestrante de Astronomia na Universidade de Plymouth e Professor palestrante sênior no Observatório Real de Greenwich, fez doutorado em Filosofia e criou uma teoria que apoia algumas bases da Astrologia, provando que, de alguma forma, é possível que as ondas magnéticas tenham alguma influência na vida humana. 

Ele afirma no seu livro Astrologia: A evidência científica

“O conceito de que os corpos celestes influenciavam nossas vidas sobrevive por séculos. A astrologia atravessou fronteiras, crenças religiosas, sistemas sociais e valores culturais…”

Não pode ser por “nada” que a Astrologia permanece como um “estudo” constante e interminável sobre nós, seres humanos, com a referência principal: os astros. Por isso é uma ferramenta excelente para o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal!

A Psicologia Analítica e e o inconsciente coletivo

Por volta da década de 70, muitos astrólogos começaram a enxergar a Astrologia com uma base mais lógica dentro da psicologia graças aos estudos de Carl G. Jung. Atualmente, várias teorias de Jung foram desenvolvidas ainda mais, sendo possível ter uma ampla compreensão sobre ferramentas antigas como a Astrologia e outras técnicas “ocultas” que fizeram parte da nossa história e foi “oculta” por um único motivo: se o conhecimento liberta, autoconhecimento nos liberta.

Carl Gustav Jung, foi um psiquiatra suíço que fundou a Psicologia Analítica, colaborando com estudos de diversas outras áreas além da Psiquiatria, como a antropologia, arqueologia, literatura, filosofia e religião. Ele desenvolveu algumas teorias sobre a mente humana que também é possível notar e relacionar dentro dos princípios da Astrologia.

Ele mostrava a base do nosso inconsciente coletivo e como somos afetados por crenças e mensagens do meio externo que não compõe de fato a nossa real identidade, mas nos deixa impregnados com fragmentos do coletivo. E isso se mistura com nosso inconsciente pessoal e, no final, manifestamos um conjunto de ideias, sentimentos e emoções, formando quem somos de fato.

Hoje em dia, eu vejo que suas teorias ficaram muito na moda com a popularização do Marketing, onde existe um storytelling onde todos “criam” histórias que cativam e “ensinam” uma “necessidade” assim como os mitos. Não apenas, a criação de “personas” para poder criar conteúdo também acaba caindo na criação de um arquétipo. Ou seja, muito desse lado da psicologia tem sido utilizada na prática hoje em dia.

Para quem tem curiosidade em como se usa essas ferramentas para o lado não muito bom e como somos manipulados, veja o documentário da NetflixO Dilema das Redes Sociais . Ali você entende o que significa o “inconsciente coletivo” na prática sendo “induzido”.

Bom, sabemos, então, que a psicologia analítica funciona. Veja o mundo como é, depois de ver este documentário da Netflix. Lá mostra os perfis comportamentais e como somos influenciados a nível coletivo. Basicamente, através dos “avatares” do Marketing, que é criado, para que você se identifique com o que é proposto, a partir de “fragmentos” de um todo. 

Agora, imagina você conseguir aplicar essas técnicas para o seu próprio bem?

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Photo by Guilherme Almeida on Pexels.com

As mitologias como acesso ao nosso inconsciente

Jung, lá por volta de 1919, desenvolveu o conceito de arquétipo que são padrões universais humanos e se manifestam como experiências subjetivas, e usou em sua teoria da psique humana. Ele já dizia que “com a astrologia, sabemos mais sobre psicologia” por causa dos arquétipos simbólicos da própria astrologia. 

No livro “O homem e seus símbolos“, Jung fala que as mitologias são uma projeção do inconsciente coletivo. Então, os povos antigos, mesmo sem saber da teoria de Jung, já sabiam comunicar o que o inconsciente tentava mostrar, através de tipos de personas, eventos e motivos, contando uma história com base às relações humanas nos próprios mitos.

Jung fala que nossa mente é um mundo e que uma parte está “desperta”, mas grande parte não conhecemos ou é de difícil acesso. É o que ele chama de consciente (com a ciência de) e inconsciente (sem a ciência de). É no nosso inconsciente, o lado oculto da mente, que geramos certos comportamentos que nos acompanham na nossa vida.

O mito é uma narrativa, na qual se usa a linguagem simbólica, e que busca retratar e descrever a origem e suposições de alguma cultura, explicar a criação do mundo, do universo, ou qualquer assunto de difícil explicação.

O interessante ao ler e estudar as mitologias e religiões são os simbolismos utilizados para poder criar um entendimento muito mais profundo dentro da mente humana.

A Jornada do Herói é muito utilizado no Marketing para fazer Storytelling. 

Nada mais é do que contar uma história da qual o herói passa por situações humanas, que mexem com as nossas emoções porque nos identificamos com o herói e nos colocamos no lugar dele. O herói passa por uma situação mundana, da qual precisa fazer uma escolha, existe um “chamado”, passa por momentos críticos, é testado, se depara com as próprias sombras, enfrenta seus inimigos e passa por uma provação suprema, ganhando uma recompensa. Daí, vem o caminho de volta, do elixir da vida, a sua ressurreição.

Essa ideia veio através do mitologista Joseph Campbell nos anos 90, com influencia Freudiana e Jungiana,  que mostra um conceito de jornada cíclica e padrões presente em mitos em diversas culturas. 

Note como é a história de Jesus Cristo, Moisés, Buda ou qualquer mitologia na greco-romano ou até mesmo nos oráculos, os arquétipos contam essa jornada também? Não é a mesma “ordem” que aparecem nos filmes da Disney como Pequena Sereia ou até mesmo Star Wars?

Pois é, nós passamos a nos reconhecer dentro dessa jornada. Por isso nos despertam emoções e, a nível inconsciente, também falam sobre nossas questões pessoais.

Na Astrologia, existe a história do ciclo da vida, através das casas e dos signos zodiacais que se complementam até quando estão opostas. Mostra uma evolução. É como se o Mapa Astral fosse, na verdade, o espelho da alma, mostrando nosso inconsciente.

“Coincidentemente”, os astros possuem nomes de deuses romanos e gregos e são representados por animais, figuras mitológicas e outros símbolos para representar o comportamento humano em diferentes aspectos da vida.

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Photo by gaspar zaldo on Pexels.com

Nesse aspecto, a Astrologia, o Tarô, a Numerologia, o IChing, Runas ou outras técnicas “ocultas”, acabam ajudando no processo do autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal. Todas essas técnicas auxiliam no acesso do seu inconsciente, para identificar situações, eventos, padrões de comportamento e questões pessoais e trazer para sua consciência meios para trazer sua melhor versão.

Porém, existe algo na Astrologia que se diferencia muito de qualquer outra ferramenta do ocultismo: é a única ferramenta esotérica que está associada a algo que é concreto, uma referência comum a todos. Nenhuma outra técnica engloba referências que não tem interferência do homem como a natureza, os astros e a noção do tempo, podendo ser mais visível, lógico e palpável a identificação de padrões da humanidade, inclusive para poder interpretar as energias que estão por vir a nível global.

Desde quando o homem é um ser sábio, mesmo antes de saber escrever de fato, havia representações simbólicas sobre o céu e o ser humano. A tábua astrológica mais antiga encontrada é datada há mais de 4 mil anos. Você não consegue encontrar nenhuma ferramenta com um estudo constante do ser humano há tanto tempo na humanidade e que persiste até hoje em dia. Por isso, a Astrologia acaba sendo tão assertiva.

Tanto que existem vários astrônomos que acabam vendo lógica real, na interferência dos astros no mundo de fato, indo além do nosso reflexo no universo, como foi o caso do astrônomo Dr. Percy Seymour.

A Astrologia além da previsão, uma terapia.

Mais do que prever, a Astrologia ensina e transforma.

A previsão é algo muito buscado pela curiosidade de saber o que “de bom ou ruim” pode acontecer nas nossas vidas. E há muitos astrólogos que trabalham com essa maneira de enxergar a vida, alimentando nossa ansiedade para descobrir nosso futuro, sem mesmo prestar atenção no nosso presente.

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Assim como prever se um relacionamento vai dar certo, se os signos combinam ou não, fazendo sinistrais amorosas…. Na verdade, primeiro temos que entender nós mesmos, antes de olhar para o outro. 

Na Astrologia não existe bom ou ruim, certo ou errado. Existe um arquétipo, uma fonte de energia. Pode ser que esteja se manifestando de forma desequilibrada, apenas.

Na mandala astrológica é bem interessante ver essa relação entre o “eu” e o “outro”, entender que o meio em que crescemos, nos fazem desenvolver para quem somos. Entendemos que para toda causa, existe uma consequência. E principalmente: que os astros, na verdade, não tem culpa de nada e sim, nós mesmos que aceitamos nossa condição e não estamos dispostos a mudar.

Vários dos nós e grandes desafios que nos acompanham por toda a vida estão presentes no mapa astrológico do nosso nascimento e, durante o processo terapêutico, permite que seja mais fácil chegarmos nas questões centrais das grandes dores e compulsões que nos trazem sofrimento. 

Jung, seguido por outros estudiosos, acreditam que os movimentos do universo dão origem a eventos definitivos na vida de uma pessoa. Pode parecer que isso se afasta da perspectiva científica, porém a física quântica também trata de postulados bastante semelhantes.

Portanto, eu comecei a utilizar a Astrologia como uma ferramenta terapêutica. Primeiro para reconhecer a própria história na mandala astrológica e ter a chance de ressignificar através do próprio arquétipo, sem mudar a essência, mas trazendo os potenciais à tona para uma vida com mais propósito.

As previsões são feitas também, como uma forma de entender as causas a partir das consequências. 

Ninguém vive no futuro, nem no passado. Ou pelo menos, não deveríamos. Mas, como diz o filósofo dinamarquês Søren Kiekegard:

“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente”.

Regressões usando técnicas de previsões da astrologia nos faz compreender nossos ciclos, nos ajuda a honrar nossa jornada. Compreender o ciclo que estamos vivendo através do nosso ciclo pessoal e ter uma ideia “do que vem por aí” é aceitar nosso momento presente, e ter uma ampla ideia de que somos capazes de cocriar nossa realidade no futuro, começando agora.

Afinal nosso destino, ou seja, a consequência da causa que está sendo construída hoje, pode ser mais suave, mais leve e, acima de tudo, mais consciente.

É assim que a Astrologia se torna uma ferramenta terapêutica. 

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Photo by Mikhail Nilov on Pexels.com

Nas sessões da Astroterapia, eu utilizo além da Astrologia outras formas de Terapias Holísticas como os Florais de Bach, técnicas do Mindfullness, Reiki Xamânico e Radiestesia durante as sessões. 

Na Consultoria Astrológica, a minha intenção não é “adivinhar” a vida de ninguém, mas auxiliar no processo de tomada de decisão, dando uma visão do todo, através das diversas ferramentas da astrologia, para orientações astrológicas de forma mais terapêutica e não como “método” divinatório de fato. 

Porque todos somos estrelas!

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