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Astrologia, a Psicologia Analítica e o Inconsciente Coletivo

Astrologia, a Psicologia Analítica e o Inconsciente Coletivo

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Tempo de Leitura: 3 minutos

Por volta da década de 70, muitos astrólogos começaram a enxergar a Astrologia com uma base mais lógica dentro da psicologia graças aos estudos iniciados por Carl G. Jung. Atualmente, várias teorias de Jung foram desenvolvidas ainda mais, sendo possível ter uma ampla compreensão sobre ferramentas antigas como a Astrologia e outras técnicas “ocultas” que fizeram parte da nossa história e foi “oculta” por um único motivo: se o conhecimento liberta, autoconhecimento nos liberta.

Carl Gustav Jung, foi um psiquiatra suíço que fundou a Psicologia Analítica, colaborando com estudos de diversas outras áreas além da Psiquiatria, como a antropologia, arqueologia, literatura, filosofia e religião. Ele desenvolveu algumas teorias sobre a mente humana que também é possível notar e relacionar dentro dos princípios da Astrologia.

Ele mostrava a base do inconsciente coletivo e como somos afetados por crenças e mensagens do meio externo que não compõe de fato a nossa real identidade (self), mas nos deixa impregnados com fragmentos do coletivo. E isso se mistura com nosso inconsciente pessoal e, no final, manifestamos um conjunto de ideias, sentimentos e emoções, formando quem somos de fato.

Tudo isso é possível compreender através da Astrologia! Isso porque, além da Astrologia ser um estudo milenar contínuo do ser humano, também vai mexer com o nosso inconsciente através dos arquétipos zodiacais.

Mas, afinal, o que são os Arquétipos?

Jung, lá por volta de 1919, desenvolveu o conceito de arquétipo (tipos arcaicos) que são padrões universais humanos e se manifestam como experiências subjetivas, e usou em sua teoria da psique humana. Ele já dizia que “com a astrologia, sabemos mais sobre psicologia” por causa dos arquétipos simbólicos da própria astrologia. 

No livro “O homem e seus símbolos“, Jung fala que as mitologias são uma projeção do inconsciente coletivo. Então, os povos antigos, mesmo sem saber da teoria de Jung, já sabiam comunicar o que o inconsciente tentava mostrar, através de tipos de personas, eventos e motivos, contando uma história com base às relações humanas nos próprios mitos.

Jung fala que nossa mente é um mundo e que uma parte está “desperta“, mas grande parte não conhecemos ou é de difícil acesso. É o que ele chama de consciente (com a ciência de) e inconsciente (sem a ciência de). É no nosso inconsciente, o lado oculto da mente, que geramos certos comportamentos que nos acompanham na nossa vida.

O mito é uma narrativa, na qual se usa a linguagem simbólica, e que busca retratar e descrever a origem e suposições de alguma cultura, explicar a criação do mundo, do universo, ou qualquer assunto de difícil explicação.

O interessante ao ler e estudar as mitologias e religiões são os simbolismos utilizados para poder criar um entendimento muito mais profundo dentro da mente humana.

Jornada do Herói é muito utilizado no Marketing para fazer Storytelling. O Marketing também aderiu algumas ideias de Carl G. Jung, através de um estudo de duas psicanalistas junguianas que fizeram a conexão entre os arquétipos de Jung com a arte da influência.

A jornada do herói nada mais é do que contar uma história da qual o herói passa por situações humanas, que mexem com as nossas emoções porque nos identificamos com o herói e nos colocamos no lugar dele. O herói passa por uma situação mundana, da qual precisa fazer uma escolha, existe um “chamado”, passa por momentos críticos, é testado, se depara com as próprias sombras, enfrenta seus inimigos e passa por uma provação suprema, ganhando uma recompensa. Daí, vem o caminho de volta, do elixir da vida, a sua ressurreição.

Essa ideia veio através do mitologista Joseph Campbell nos anos 90, com influencia Freudiana e Jungiana,  que mostra um conceito de jornada cíclica e padrões presente em mitos em diversas culturas. 

Note como é a história de Jesus Cristo, Moisés, Buda ou qualquer mitologia na greco-romano ou até mesmo nos oráculos, os arquétipos contam essa jornada também? Não é a mesma “ordem” que aparecem nos filmes da Disney como Pequena Sereia ou até mesmo Star Wars?

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Pois é, nós passamos a nos reconhecer dentro dessa jornada. Por isso nos despertam emoções e, a nível inconsciente, também falam sobre nossas questões pessoais.

Na Astrologia, existe a história do ciclo da vida, através das casas e dos signos zodiacais que se complementam até quando estão opostas. Mostra uma evolução. É como se o Mapa Astral fosse, na verdade, o espelho da alma, mostrando nosso inconsciente.

“Coincidentemente”, os astros possuem nomes de deuses romanos e gregos e são representados por animais, figuras mitológicas e outros símbolos para representar o comportamento humano em diferentes aspectos da vida.

Interessante, né? Quer saber como funciona na prática?


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